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O Bairro
O bairro carioca de Vila Isabel nasceu em 3 de janeiro de 1872,
quando o comerciante mineiro João Batista Viana Drumond comprou
a então Fazenda dos Macacos e deu-lhe o nome em homenagem
à Princesa Isabel.
Desde então, a vila foi palco de vários movimentos
abolicionistas e até hoje guarda em suas ruas nomes de líderes
importantes, como o senador Nabuco, Visconde de Abaeté, Souza
Franco, Conselheiro Paranaguá e Torres Homem.
Um dos marcos do bairro, o Boulevard 28 de setembro também
traz na memória os passos para a liberdade dos negros no
Brasil. Foi no dia 28 de setembro de 1871 que a Princesa Isabel
assinou a Lei do Ventre Livre, tornando livres todos os filhos de
escravos nascidos a partir daquela data.
Mais tarde, no dia 13 de maio de 1888, a Princesa assinou a Lei
Áurea, declarando extinta a escravidão no país.
Em 19 de agosto de 1888, João Batista Viana Drumond recebeu
o título de Barão.

A Vila Isabel passou por várias transformações,
desde quando era a Fazenda do Macaco, com plantações
de cana-de-açúcar, até se tornar um bairro
importante do Rio de Janeiro.
Por causa de sua beleza natural, sua origem, sua história
e suas lutas, Vila Isabel tornou-se uma fonte inesgotável
de inspiração para os poetas. Até hoje costuma-se
dizer que quem nasce em Vila Isabel já nasce poeta ou compositor.
E não foram poucos os poetas brasileiros ligados à
Vila. O mais famoso é Noel Rosa, que nasceu no bairro em
11 de dezembro de 1910. E muitos outros foram revelados ali, na
terra do Barão de Drumond. Orestes Barbosa, Pixinguinha,
Braguinha, Martinho da Vila, Antônio Nassara, João
de Barro, Guilherme de Brito, Margarida Ottoni, Aldir Blanc e Nei
Lopes são alguns dos inúmeros nomes que fizeram e
ainda fazem a alegria dos corações brasileiros.
Nada é como antes, mas uma nova história está
começando em Vila Isabel. Como cantou o mestre Noel, A Vila
Tendo nome de princesa / Transformou o samba / Num feitiço
decente / Que prende a gente.
Bibliografia:
Aragão, Nilde Hersen Vila Isabel Terra de Poetas
e Compositores. Rio de Janeiro, Ed. Conquista, 1997.
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